Source: (2005) In, Slakmon, C., R. De Vitto, e R. Gomes Pinto, org., 2005. Justiça Restaurativa (Brasília – DF: Ministério da Justiça e Programa dasNações Unidas para o Desenvolvimento - PNUD).. pp. 41-51.

O modelo de justiça restaurativa busca intervir positivamente em todos os envolvidos no fenômeno criminal. Pretende, destarte, tocar a origem e causa daquele conflito, e a partir daí possibilitar o amadurecimento pessoal do infrator, redução dos danos aproveitados pela vítima e comunidade, com notável ganho na segurança social. Porém, o êxito da fórmula depende de seu correto aparelhamento. Por isso, e sem embargo da necessidade de se buscar novos meios para tratamento do problema penal, devemos estar atentos para o fato de a aplicação prática do modelo restaurativo em nossa realidade envolver problemas de cunho operacional no tocante à correta preparação da intervenção e capacitação de técnicos, à sua integração com programas securitários e sociais, e ao monitoramento dos acordos obtidos, bem como avaliação do funcionamento da prática, que constitui fator tão importante quanto à sua execução. Assim, as iniciativas pioneiras que se desenham para a aplicação prática da justiça restaurativa levam consigo a responsabilidade adicional de enfrentar tais contingências e superá-las de molde a impulsionar a prática em nosso país, como alvissareira concepção de reação ao crime.


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